A destruição do homem
Ensaio crítico contra-colonial sobre masculinidades negras periféricas
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.21136488Palavras-chave:
Masculinidades Negras, Periferia, Colonialidade do Poder, Escrevivência, Epistemologia PeriféricaResumo
Este ensaio crítico e contra-colonial propõe um deslocamento epistemológico ao investigar a construção das masculinidades negras periféricas sob as lentes da colonialidade do poder e do saber. Longe de ser um constructo monolítico, a imposição da força hegemônica — pautada na dominação e na contenção afetiva — é tensionada como um fator estrutural de adoecimento e destruição da subjetividade desses homens. Costurando aportes teóricos decoloniais com a vivência encarnada e a literatura de periferia, o texto reivindica a 'escrevivência' e a poética periférica como legítimos saberes de reexistência. Ao anunciar a queda e o fim do modelo normativo de homem, abre-se espaço nos interstícios das ruínas para uma ética contra-colonial voltada à vulnerabilidade, ao afeto e ao reencantamento da vida coletiva.
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