Raízes que brilham
Tecendo caminhos entre a educação decolonial e a saúde mental no território
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.21136561Palavras-chave:
Saúde Mental Infantil, Educação Decolonial, Atenção Primária à Saúde, Fortalecimento Identitário, Psicologia ComunitáriaResumo
Este relato de experiência analisa os pilares de uma educação decolonial tecida em consonância com as práticas de cuidado em saúde mental infantojuvenil no território. A partir do projeto 'Raízes que Brilham', idealizado no âmbito da Atenção Primária à Saúde em uma ocupação urbana vulnerabilizada no Rio de Janeiro, a intervenção recusa o reducionismo biomédico e a medicalização da pobreza. Inspirada nas pedagogias de libertação de Mãe Hilda Jitolu e na autonomia zapatista, a práxis comunitária aposta em espaços horizontais de escuta, na positivação da identidade étnico-racial e na valorização das memórias locais como estratégias contracoloniais. O fortalecimento da autoimagem e o resgate da ancestralidade das crianças negras e indígenas revelam-se determinantes políticos para o enfrentamento ao epistemicídio e para o reencantamento do bem-viver na saúde coletiva.
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