Raízes que brilham

Tecendo caminhos entre a educação decolonial e a saúde mental no território

Autores

  • Camila Beatriz Pompeu de Miranda Instituto Parentes

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.21136561

Palavras-chave:

Saúde Mental Infantil, Educação Decolonial, Atenção Primária à Saúde, Fortalecimento Identitário, Psicologia Comunitária

Resumo

Este relato de experiência analisa os pilares de uma educação decolonial tecida em consonância com as práticas de cuidado em saúde mental infantojuvenil no território. A partir do projeto 'Raízes que Brilham', idealizado no âmbito da Atenção Primária à Saúde em uma ocupação urbana vulnerabilizada no Rio de Janeiro, a intervenção recusa o reducionismo biomédico e a medicalização da pobreza. Inspirada nas pedagogias de libertação de Mãe Hilda Jitolu e na autonomia zapatista, a práxis comunitária aposta em espaços horizontais de escuta, na positivação da identidade étnico-racial e na valorização das memórias locais como estratégias contracoloniais. O fortalecimento da autoimagem e o resgate da ancestralidade das crianças negras e indígenas revelam-se determinantes políticos para o enfrentamento ao epistemicídio e para o reencantamento do bem-viver na saúde coletiva.

Biografia do Autor

Camila Beatriz Pompeu de Miranda, Instituto Parentes

Cami Jaci é bacharel em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), licenciando em Ciências Sociais e atualmente encontra-se em fase de conclusão da especialização em Psicologia da Descolonização. É pesquisador, educador popular, artesão e artista visual. Desenvolve pesquisas e práticas nas áreas de educação decolonial, saúde mental comunitária, educação popular, povos indígenas, arte e direitos humanos, com interesse nas relações entre território, memória, identidade, produção de conhecimento e práticas artísticas como formas de resistência, cuidado e transformação social e política.

Referências

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Publicado

07.07.2026

Como Citar

Miranda, C. B. P. de. (2026). Raízes que brilham: Tecendo caminhos entre a educação decolonial e a saúde mental no território. Revista Parentada, 1(1), 123–134. https://doi.org/10.5281/zenodo.21136561