Um exercício de descolonizar a psicologia analítica
Formação e individuação decolonial da clínica
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.21136645Palavras-chave:
Psicologia Analítica Decolonial, Individuação Relacional, Pedagogia das Encruzilhadas, Ebó Epistemológico, Clínica Pós-JunguianaResumo
Este relato de experiência reflexivo analisa os deslocamentos éticos, estéticos e políticos produzidos a partir da formação em Psicologia Decolonial no Instituto Parentes e de sua articulação com a psicologia analítica. O trabalho tensiona os parâmetros tradicionais da clínica eurocentrada, confrontando o conceito clássico de individuação de Carl Gustav Jung com as noções de territorialidade, historicidade e coletividade cruciais para sujeitos em contextos não europeus. Apoiando-se na perspectiva relacional de James Hillman sobre o 'fazer alma' e na Pedagogia das Encruzilhadas de Luiz Rufino, a autora discute a implementação do Programa Ágora na Clínica e Centro de Formação Archés, em Curitiba-PR, espaço voltado à construção de uma prática clínico-cultural pós-junguiana. A experiência revela que descolonizar a psicologia analítica exige operar nas frestas institucionais por meio de 'rolês' e 'ebós epistemológicos', promovendo o reencantamento de saberes historicamente subalternizados e afirmando uma clínica situada, plural, ancestral e indissociável das dimensões sociais e políticas.
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