Corpos fronteiriços em Pindorama
Etnografia dos nós, entre apagamentos, canções e resistências nas águas do rio Bugres e Paraguai
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.21136930Palavras-chave:
Corpo-fronteiriço, Consciência Mestiça, Artesanias Pindorâmicas, Espelhos Enterrados, Psicologia DescolonialResumo
"Eu vou superar a tradição do silêncio". É sob esse compromisso que brotam as linhas deste trabalho, uma travessia sensível e visceral que investiga as afetações da colonialidade nos corpos-territórios de Abya Yala. Entre o quintal do avô — que se revela maior do que o mundo eurocentrado — e o encontro denso das águas dos rios Bugres e Paraguai, a autora borra as fronteiras entre a psicologia e a vida ao resgatar a ancestralidade interracial escondida nos nós de sua árvore familiar. Movida por uma antiga canção materna que ecoa através das gerações, esta escrita recusa-se a domar sua língua selvagem. Com fôlego de pássaro livre e pés fincados na terra, firma-se uma cartografia afetiva feita de retalhos, imagens e afetos circulares, onde o ato de recordar se converte no mais sagrado instrumento de cura e libertação popular.
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