Os óculos da colonização

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.21137028

Palavras-chave:

Cosmopercepção Indígena, Psicologia das Florestas, Formação em Psicologia, Narrativa Descolonial

Resumo

Que realidades nós cegamos quando vestimos os óculos da academia ocidental? Este conto narra a travessia de Lina, estudante de psicologia capturada pela engrenagem positivista e pela promessa de controle das lentes teóricas. Ao deparar-se com os silêncios e descompassos de um hospital diante de uma mãe indígena, sua visão em série começa a rachar. É no encontro vivo com o território originário, com o sopro do vento e com a força da Psicologia das Florestas que os óculos caem por terra. Rompendo com a anamorfose colonial — essa distorção racional que deforma a vida para fazê-la caber nos manuais —, Lina descobre que o conhecimento não é iluminação geométrica, mas cosmopercepção. Uma escrita visceral sobre o que acontece quando a práxis psi deixa de habitar apenas a cabeça e passa a sentir, vibrar e curar com o corpo inteiro.

Biografia do Autor

Bárbara Anzolin, Instituto Parentes

Psicóloga, docente no curso de Psicologia da Universidade Paranaense - UNIPAR/Campus Cascavel e campus Toledo, psicoterapeuta clínica, atende pela esquizoanálise, Integra o grupo NUDISEX – Núcleo de Estudos e Pesquisa em Diversidade Sexual e Gênero da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Mestra em Psicologia pela Universidade Estadual de Maringá - UEM. Bacharel em Psicologia pela Universidade Paranaense - UNIPAR/Campus Cascavel. Pós-graduada em Psicologia Decolonial pelo Instituto Parentes. Tem experiência de trabalho com Psicologia Social, Psicologia Jurídica e Psicologia da Saúde. Estudos sobre Processos Psicossociais, Saúde, Feminismo, Sexualidade, Gênero e Diversidade, Violências, Não-monogamia e decolonialidades.

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Publicado

07.07.2026

Como Citar

Anzolin, B., & Neto, J. M. N. (2026). Os óculos da colonização. Revista Parentada, 1(1), 185–194. https://doi.org/10.5281/zenodo.21137028