Poéticas do corpo
Território negro que remelexe ao som do forró na cidade de São Paulo
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.21137076Palavras-chave:
Corpo-território Negro, Psicologia Descolonial, Epistemologia Feminista Negra, Gira Decolonial, Cultura Popular do ForróResumo
Este Ebó de Conclusão de Curso pede licença às ancestralidades para desaguar no suor de uma pista de forró na cidade de São Paulo. Recusando o distanciamento frio do positivismo acadêmico, a autora assume sua corpa-pesquisadora para tecer uma narrativa em "começo, meio e começo", inspirada na circularidade contracolonial de Nego Bispo e nas epistemologias feministas negras de Patricia Hill Collins. Através do entrelaçamento vivo entre poesia e fotografia, a obra reposiciona a psicologia ao propor uma verdadeira gira decolonial. O ato de remexer resgata a memória afetiva de corpos-territórios que desafiam as imagens coloniais de controle, transformando o gingado dos quadris em um manifesto de alegria, autonomia e cura popular. É o abraço sincopado, o rosto colado e a musicalidade latino-americana reivindicados como território de reexistência e saúde mental.
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