Poéticas do corpo

Território negro que remelexe ao som do forró na cidade de São Paulo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.21137076

Palavras-chave:

Corpo-território Negro, Psicologia Descolonial, Epistemologia Feminista Negra, Gira Decolonial, Cultura Popular do Forró

Resumo

Este Ebó de Conclusão de Curso pede licença às ancestralidades para desaguar no suor de uma pista de forró na cidade de São Paulo. Recusando o distanciamento frio do positivismo acadêmico, a autora assume sua corpa-pesquisadora para tecer uma narrativa em "começo, meio e começo", inspirada na circularidade contracolonial de Nego Bispo e nas epistemologias feministas negras de Patricia Hill Collins. Através do entrelaçamento vivo entre poesia e fotografia, a obra reposiciona a psicologia ao propor uma verdadeira gira decolonial. O ato de remexer resgata a memória afetiva de corpos-territórios que desafiam as imagens coloniais de controle, transformando o gingado dos quadris em um manifesto de alegria, autonomia e cura popular. É o abraço sincopado, o rosto colado e a musicalidade latino-americana reivindicados como território de reexistência e saúde mental.

Biografia do Autor

Juliana Chagas dos Reis, Instituto Parentes

Juliana Shu Oríokan é psicóloga clínica formada pela PUC-SP (2018), artista e mulher afro-referenciada. Constituída pelos afluentes ancestrais paraense de sua mãe e baiano de seu pai, desaguou seu nascimento em São Paulo. Tem formação clínica em Psicologia Analítica voltada para o atendimento de adultos e possui pós-graduação em Psicologia da Descolonização. Dedica sua práxis e pesquisa às relações raciais, gênero e saúde mental. Tem trajetória na clínica particular e na clínica ampliada do acompanhamento terapêutico e de grupos, integrando como psicóloga parceira o Instituto Elora, o coletivo Escutando Elas (voltado para mulheres) e o PraPretoPsi (focado na psicoterapia para a população negra).

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Publicado

07.07.2026

Como Citar

Reis, J. C. dos. (2026). Poéticas do corpo: Território negro que remelexe ao som do forró na cidade de São Paulo. Revista Parentada, 1(1), 195–202. https://doi.org/10.5281/zenodo.21137076