O que se cala
Sobre nomes e sobrenomes
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.21137134Palavras-chave:
Cartas e Afetos, Escrevivência, Ancestralidade Feminina, Resistência, Memória e SilenciamentoResumo
Tecido através de corp(oralidades) e afetos, este trabalho assume a forma de cartas íntimas e políticas destinadas à própria autora em sua infância, à sua avó e à ancestralidade de mulheres que se recusaram a silenciar. A obra costura memórias, dores e processos de cura, partindo do peso simbólico do sobrenome materno 'Calado' para celebrar um ato de renomeação, resistência e transbordamento do amor. Embalada pela força da travestilidade e guiada pelos ensinamentos de cuidado coletivo de sua avó Dalila e de sua mãe Eliane, a autora dialoga poeticamente com as escrevivências de Conceição Evaristo e com as denúncias ao epistemicídio e à violência colonial. Trata-se de um grito de re(existência) e afeto que racha os muros do silenciamento para afirmar que o corpo, a memória e a voz negra e travesti não aceitam mais o cativeiro do silêncio.
Referências
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