Fios, ervas e memórias
Uma crônica da sociopoética do cotidiano
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.21137407Palavras-chave:
Sociopoética do Cotidiano, Práticas Contracoloniais, Saberes Orais e Memória, Territórios do Comum, Bem-Viver-BemResumo
Esta crônica se oferece como um ebó metodológico e uma oferenda de gratidão gerada no chão da periferia paulistana, onde o conhecimento não nasce da distância, mas da presença. Escrito com o corpo e a história de uma mulher preta e periférica de 52 anos, o texto consagra as miudezas do cotidiano como trincheiras legítimas de resistência e cura coletiva. Através do fôlego da sociopoética e da oralidade, a obra abre a roda para narrar os encontros das crocheteiras "Formiguinhas do Amor", revelando como uma revolução silenciosa ferve na água com capim-cidreira, assenta em cadeiras puxadas em círculo e se entrelaça no circular de um ponto de crochê que une gerações. Em confluência com Nego Bispo, Paulo Freire e Aníbal Quijano, a escrita recusa o distanciamento frio das linhas acadêmicas, celebrando o comum, o afeto e o bem-viver-bem em um tempo espiralado de "começo, meio e começo", onde o saber tem cheiro de erva e textura de fio.
Referências
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