Ebó para uma psicologia dos pés no chão

Entre avó(s), território(s) e encantamento(s)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.21137475

Palavras-chave:

Psicologia dos Pés no Chão, Tecnologias Ancestrais, Corpo-Território e Cuidado, Encantamento e Episteme, Escrevivência

Resumo

Este trabalho se oferece como um ebó de reconfiguração e desmantelamento, uma escrita-feitiçaria que recusa os pisos frios e refinados da universidade para fazer brotar uma Psicologia latino-americana com os pés fincados no chão e nas beiras dos rios. Rompendo com o fetiche epistemicida e com a assepsia teórica importada do Norte global, o autor evoca Esú, a encruzilhada e a gargalhada como caminhos científicos legítimos para abrir passagens e produzir fissuras no concreto acadêmico. A obra resgata a memória viva da casa de sua avó — com seu oratório, cheiro de café coado, banhos de ervas e roupas brancas às sextas-feiras — como tecnologias ancestrais de cuidado e promoção da saúde mental comunitária. Amparado pelo pensamento e pela carne de Gloria Anzaldúa, Édouard Glissant, Frantz Fanon e Nego Bispo, o texto assume o ato de redigir como alquimia e insurgência contra o embranquecimento do sentir. Trata-se de uma partilha visceral que desobedece aos diagnósticos coloniais e convida a psique a se territorializar no envolvimento com a terra, nos afetos gostosos e na força revolucionária do encantamento.

Biografia do Autor

Leonardo Brandão Delvalle Regis, Instituto Parentes

É psicólogo, psicoterapeuta, supervisor, professor universitário e doutorando em Psicologia. Mestre em Educação, com formação em Gestalt-terapia e Psicodrama, também possui especialização em Psicologia da Descolonização. Constrói sua trajetória entre a clínica, a docência e a pesquisa, sustentando uma escuta situada, crítica e sensível às marcas do corpo, da memória e do território. Seus estudos e práticas se voltam às interseccionalidades, às políticas de (re)encanto e aos modos de produção de cuidado diante dos desafios e angústias da clínica contemporânea, compreendendo a Gestalt-terapia como campo ético, relacional, político e vivo.

Referências

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Publicado

07.07.2026

Como Citar

Regis, L. B. D. (2026). Ebó para uma psicologia dos pés no chão: Entre avó(s), território(s) e encantamento(s). Revista Parentada, 1(1), 237–247. https://doi.org/10.5281/zenodo.21137475