Subjetividades em transe

Narrativas de uma iniciação no candomblé

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.21137542

Palavras-chave:

Subjetividades em Transe, Pedagogia do Corpo, Terreiro como Episteme, Iniciação e Travessia, Ontologia Relacional

Resumo

Este ensaio não se escreve sobre o terreiro, mas brota dele. Configura-se como um ebó linguístico e uma travessia decolonial que toma o chão do candomblé como solo legítimo de cura e reinvenção de si. Recusando as amarras higienistas e os diagnósticos frios do eurocentrismo, o autor faz do próprio corpo-território o canal para narrar os mistérios de sua iniciação. Aqui, a pressa colonial é desbancada por uma pedagogia paciente do silêncio, onde o "eu" isolado do Ocidente se dissolve na teia acolhedora da comunidade e dos ancestrais. Ao evocar o transe sob os panos brancos e a ética de Oxalá, o texto rasga a noção de apagamento psíquico para revelar uma ontologia relacional. O transe deixa de ser perda e se faz presença plena, serenidade mansa e reorganização da vida, convidando a universidade a descer do salto, sentir o chão e serpentear os saberes a partir da encruzilhada.

Biografia do Autor

João Bosco Filho, Instituto Parentes

Enfermeiro e Psicólogo. Docente do Curso de Ciências da Religião – UERN. Docente do Programa de Pós-Graduação Profissional Saúde da Família – RENASF/UFRN. Doutor em Educação – UFRN. Mestre em Enfermagem em Saúde Pública – UFPB. Tem Cursos de Formação em: Psico-oncologia; Tanatologia, Perdas e Lutos; A Arte na Clínica; Psicoterapia do Luto e Formação Multiprofissional em Cuidados Paliativos. Psicólogo do Instituto de Psicologia Sócio-Histórica – IPSH. Pós-graduado em Psicologia Decolonial – Instituto Parentes. Pós-graduando em Psicologia Política Latino-Americana "Resistências, Territórios e Lutas Decoloniais – Instituto Parentes

Éric Inácio de Medeiros

Licenciado em Teatro pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), onde foi bolsista de Iniciação Científica (PIBIC/CNPq). Técnico em Informática pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN). Mestre em Artes Cênicas pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP). Integra o Grupo Pele de Fulô (RN), atuando como assistente de direção cênica. Atualmente, é professor de Arte na rede pública estadual de ensino do Rio Grande do Norte.

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Publicado

07.07.2026

Como Citar

Filho, J. B., & Medeiros, Éric I. de. (2026). Subjetividades em transe: Narrativas de uma iniciação no candomblé. Revista Parentada, 1(1), 248–257. https://doi.org/10.5281/zenodo.21137542