Importância da raça, classe e gênero na psicologia
Um olhar interseccional e decolonial a partir de realidades concretas brasileiras
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.21137721Palavras-chave:
Psicologia Interseccional, Pensamento Decolonial, Sofrimento Ético-Político, Necropolítica e Branquitude, Epistemologia Feminista NegraResumo
Este trabalho se oferece como uma convocação urgente e um manifesto teórico-político para que a Psicologia brasileira rompa com o universalismo abstrato eurocêntrico e enfrente a cumplicidade histórica de suas práticas com as estruturas coloniais. A partir de uma análise profundamente dolorosa e encarnada de realidades concretas do país — as vidas e trajetórias precocemente interrompidas de Alícia Valentina, Pedro Henrique e Eduardo Ferreira —, a obra descortina o modus operandi da necropolítica nacional, onde a distribuição da violência e da morte segue padrões históricos determinados por raça, classe, gênero e sexualidade. Amparada pela articulação potente entre a interseccionalidade da epistemologia feminista negra, a sociogênese fanoniana e a crítica decolonial, a pesquisa denuncia como o racismo estrutural e o patriarcado moldam subjetividades e produzem sofrimentos ético-políticos inaudíveis dentro de instituições de elite, escolas públicas e hospitais. Trata-se de um convite aquilombado para desconstruir a branquitude como ideal de ego social e tecer uma práxis psicológica radicalmente comprometida com a defesa da vida, com o comum da diferença e com as lutas coletivas anticapitalistas e antirracistas.
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