SUAS em travessia
Colonialidade, cuidado e resistência na construção de práticas decoloniais na política de assistência social
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.21137880Palavras-chave:
Psicologia da Descolonização, Assistência Social (SUAS), Educação Permanente, Colonialidade e Gênero, Ecologia de SaberesResumo
Este trabalho não se escreve à distância; ele se derrama em forma de cartas, fazendo da escrita um ato de amor político e de aproximação visceral com o chão do SUAS. Utilizando a Psicologia da Descolonização como lente e como escudo, a obra toma a Gestão do Trabalho e a Educação Permanente em Fortaleza como territórios vivos de denúncia e partilha. O ensaio rasga o véu da burocracia para expor como a colonialidade perpetua o racismo estrutural, a moralização higienista da pobreza e os modelos de família que operam verdadeiros epistemicídios no cotidiano das periferias. Em um diálogo caloroso com as vozes e os corpos de Fanon, Gonzalez, Carneiro, Lugones e Nego Bispo, o texto evoca uma ecologia de saberes tecida no encontro e no respeito às esquinas. Trata-se de um convite poético e desobediente para descolonizar a técnica e desatar os nós da tutela, apostando em uma práxis socioassistencial que saiba proteger sem prender, acolher sem julgar e reverenciar a reexistência que teima em florescer nas quebradas.
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