Performar para existir
Corpos-territórios e narrativas LGBT na cultura ballroom de Fortaleza
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.21137976Palavras-chave:
Corpo-território, Cultura Ballroom, Psicologia da descolonização, FortalezaResumo
O presente trabalho analisa como a cultura Ballroom e suas categorias performáticas promovem espaços de resistência e valorização dos corpos-territórios da população LGBT+ em Fortaleza, sob uma perspectiva da psicologia da descolonização. A pesquisa tem como objetivo compreender como as Ballrooms funcionam enquanto espaços que reinventam o “belo” e possibilitam que os sujeitos LGBT+ tragam a narrativa para seu corpo-território no ato das performances em categorias. Assim, analisando como a cultura Ballroom utiliza o território virtual, e como as performances possibilitam a valorização de identidades dissidentes. Metodologicamente, caracteriza-se como um estudo qualitativo de abordagem exploratória, utilizando-se da netnografia e da revisão bibliográfica para analisar conteúdos audiovisuais do coletivo “Ballroom Ceará”. Foram selecionados como material empírico os balls “T de Trans” e “CarnalBall”, realizados em 2026, permitindo observar como o corpo-território-LGBT+ torna-se um instrumento político discursivo. Conclui-se que a Ballroom funciona como uma "nação de fugitivos" do regime heterossexual, subvertendo normas de gênero e sexualidade por meio da performatividade afeminada, que as plataformas digitais se tornam um território cibernético constituinte desse corpo-território-ciborgue de memórias coletivas, além de utilizar categorias como a Face como um "espelho de Oxum", resgatando a subjetividade e a beleza de corpos historicamente marginalizados pelo padrão eurocêntrico.
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