Descolonização do Currículo

Corporeidade indígena como epistemologia

Autores

  • Giovanna Marget Menezes Cardoso Instituto Parentes

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.21133735

Palavras-chave:

Corporeidade, Povos originários, Decolonialidade, Currículo

Resumo

Esta produção objetiva analisar compreensivamente a corporeidade dos povos originários brasileiros em diálogo com a perspectiva decolonial, problematizando como a construção de um currículo antirracista tensiona as bases eurocêntricas que historicamente estruturam os processos educativos e de constituição subjetiva no campo da psicologia. Fundamenta-se em pesquisa qualitativa de natureza bibliográfica, dialogando com autores como Krenak (2019), Munduruku (2017), Quijano (2005), Walsh (2013), Fanon (2008), Freire (1996), Mbembe (2018), Gomes (2017), Boaventura de Sousa Santos (2010), Viveiros de Castro (2015) e Baniwa (2012). Defende-se que a colonialidade produziu hierarquizações corporais e epistemológicas que impactam diretamente o currículo escolar, promovendo invisibilizações, estigmatizações e reducionismos culturais. A corporeidade indígena é compreendida como epistemologia viva, na qual o corpo constitui território de memória, identidade, espiritualidade e produção de saber. Conclui-se que reconhecer a corporeidade indígena como epistemologia no currículo constitui um passo fundamental para a construção de uma educação decolonial, ética e socialmente comprometida. Incorporar a corporeidade indígena como fundamento epistemológico amplia as possibilidades de significação, permitindo que o desenvolvimento psicológico se dê a partir de referências plurais, situadas e historicamente enraizadas.

Biografia do Autor

Giovanna Marget Menezes Cardoso, Instituto Parentes

Licenciada em Pedagogia; Especialista em Supervisão Escolar; Especialista em Metodologia do Ensino e da Pesquisa em Educação; Especialista em Educação, Gênero e Direitos Humanos; Especialista em Altas Habilidades/Superdotação; Especialista em Mídias e Educação; Estudante de Psicologia; e Mestre em Educação e Tecnologia da Informação e da Comunicação em Educação

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Publicado

07.07.2026

Como Citar

Cardoso, G. M. M. (2026). Descolonização do Currículo: Corporeidade indígena como epistemologia. Revista Parentada, 1(1), 16–29. https://doi.org/10.5281/zenodo.21133735