Vidas que narram, vidas que resistem

Itinerários de experiência e produção de cuidado

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.21138149

Palavras-chave:

Relato de Experiência, Decolonialidade, Cuidado, Narrativa, Circularidade

Resumo

Este relato de experiência apresenta uma pesquisa construída a partir da metodologia sócio-poética, orientada por uma perspectiva decolonial, desenvolvida com Chicão, trabalhador gari e contador de histórias, reconhecido como coautor do processo investigativo. A experiência evidencia como narrativas populares constituem dispositivos de cuidado, participação social, produção de autonomia e criação de outras lógicas de existir. Ao integrar integralmente a história “Compadre Chicão e o Riozão Danado” à reflexão, o texto afirma que saberes cotidianos, trabalho urbano, oralidade, circularidade e movimento são formas legítimas de produção de vida.

Biografia do Autor

Hertha Monteiro da Silva, Instituto Parentes

Filha do encontro entre o Cariri cearense e o litoral paraibano de João Pessoa, territórios que atravessam sua constituição afetiva, cultural e política. Mãe de um filho muito amado e desejado, compreende o cuidado como prática cotidiana que ultrapassa o âmbito familiar, estendendo-se às relações humanas, aos territórios e às formas de produção da vida.

Graduada em Direito e em Gestão de Pessoas, é acadêmica de Psicologia e Pós graduada em Psicologia da Descolonização, articulando diferentes campos do conhecimento na busca por uma compreensão crítica das experiências humanas. Sua trajetória é marcada pela escuta sensível, pelo apreço à natureza e pela inquietação diante das desigualdades sociais, características que atravessam sua formação ética e profissional.

Dedica seu olhar às populações historicamente invisibilizadas, especialmente às causas indígena, negra e da população em situação de rua. Nessa perspectiva, aproxima-se das discussões decoloniais ao reconhecer que os saberes produzidos nas margens, nas experiências de vida e nas narrativas cotidianas constituem formas legítimas de conhecimento e de resistência.

Reconhece na escuta, na circularidade dos encontros e na valorização das histórias de vida caminhos para uma Psicologia comprometida com a justiça social, a humanização do cuidado e a transformação das realidades coletivas.

Referências

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QUIJANO, Aníbal. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. In: LANDER, Edgardo (org.). A colonialidade do saber: eurocentrismo e ciências sociais. Buenos Aires: CLACSO, 2005. p. 107-130.

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Publicado

07.07.2026

Como Citar

Silva, H. M. da, & Bezerra, S. M. (2026). Vidas que narram, vidas que resistem: Itinerários de experiência e produção de cuidado. Revista Parentada, 1(1), 348–352. https://doi.org/10.5281/zenodo.21138149

Edição

Seção

4 - Clínicas do Conviver: dispositivos de escuta e feituras de sentido