Espiralar do cuidado

Criando práticas que constroem amor em novas formas de cuidar

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.21138247

Palavras-chave:

Psicologia Decolonial, Cuidado Coletivo, Espiralar do Cuidado

Resumo

Este ebó apresenta uma proposta de oficina voltada a mulheres, fundamentada na psicologia decolonial e nos feminismos latino-americanos, com o objetivo de investigar as construções sociais do cuidado e do amor, para entendermos seu contexto histórico e como seu processo de estruturação é marcado por por estruturas coloniais, patriarcais e capitalistas, atribuindo-o como uma carga de cuidar as mulheres e assim produzindo sobrecarga, invisibilização e sofrimento psíquico. A metodologia proposta se organiza a partir da noção de “espiralar do cuidado”, inspirada em epistemologias decoloniais, estruturando-se em dois movimentos: inspirar e expirar, que articulam processos de interiorização e exteriorização das experiências. A oficina propõe um espaço coletivo de escuta, partilha e expressão simbólica, visando à ressignificação das experiências e à construção de práticas de cuidado mais autônomas e coletivas. Como resultados esperados, destacam-se o fortalecimento de redes de apoio, a ampliação da consciência crítica e a produção de novas formas de existir, amar e cuidar.

Biografia do Autor

Arlanny Évely de Albuquerque Carneiro Ferreira, Instituto Parentes

É psicóloga clínica, graduada em Psicologia pelo Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ), em 2018. Possui especialização em Análise do Comportamento Aplicada (ABA) e em Psicologia da Descolonização. Atua na clínica psicológica, com interesse em desenvolvimento infantil, relações familiares e práticas psicológicas comprometidas com os direitos humanos e perspectivas decoloniais. Foi integrante da Comissão de Direitos Humanos do Conselho Regional de Psicologia, nos anos de 2019 e 2020.

Maria Rafaella Freire Ferreira Saturnino de Oliveira, Instituto Parentes

Bacharela em Psicologia pelo Centro Universitário de João Pessoa (UNIPÊ), com graduação concluída em 2020. Especialista em Terapia de Aceitação e Compromisso pelo CECONTE (2023); Especialista em Saúde da Família pela Escola de Saúde Pública da Paraíba (2026); Especialista em Psicologia Descolonial pelo Instituto Parentes (2026). Desenvolve interesse e atuação nas interfaces entre psicologia clínica, saúde coletiva e perspectivas decoloniais, com ênfase nas discussões sobre cuidado, subjetividade e justiça social.

Dalva Costa dos Santos, Instituto Parentes

Psicanalista; Mestra e Doutora em Psicanálise Clínica pela ABMP – BR-DF; Doutoranda em Psicologia pela UCES, Buenos Aires; Especialista em Ética; graduada em Filosofia, Letras Português-Inglês e Psicologia. Poeta na arte de lapidar poemas. Professora aposentada da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEDF); integrou o grupo de pesquisa "Mulheres, Direitos Humanos e Políticas Públicas" da UNICEPLAC. Atua nas áreas de Psicologia, Psicanálise, Ética, Saúde Mental, Direitos Humanos e Políticas Públicas.

Referências

BARBOSA, Ana Cláudia; OLIVEIRA, Roberta Gondim de; CORRÊA, Roseane Maria. Cuidado em Saúde e mulheres negras: notas sobre colonialidade, re-existência e conquistas. Ciência & Saúde Coletiva, v. 28, p. 2469-2477, 2023.

EVARISTO, Conceição et al. A escrevivência e seus subtextos. Escrevivência: a escrita de nós: reflexões sobre a obra de Conceição Evaristo, v. 1, p. 26-46, 2020.

FERNANDES, Luciana Lima. Feminismo decolonial latino-americano: perspectivas feministas na construção do pensamento decolonial. Argumentos – Revista de Filosofia (UFC), Fortaleza, ano 17, n. especial 2, p. 73, 2025.

GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano: ensaios, interventions e diálogos. Organização de Flávia Rios e Márcia Lima. Rio de Janeiro: Zahar, 2020.

GUEDES, Raquel da Silva; BEZERRA, Sabrina Rafael; DA SILVA, Fábio Ronaldo. AS MULHERES E O TRABALHO DO CUIDADO: SOBRECARGA, AMOR OU UMA PROBLEMÁTICA INVISÍVEL?. Revista Mnemosine, v. 14, n. 2, p. 76-90, 2023.

HOOKS, bell. Tudo sobre o amor: novas perspectivas. São Paulo: Elefante, 2021.

LUGONES, María. Colonialidade e gênero. In: HOLLANDA, Heloisa Buarque de (org.). Pensamento feminista hoje: perspectivas decoloniais. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2020. p. 52-83.

LUGONES, María. Rumo a um feminismo descolonial. Revista Estudos Feministas, Florianópolis, v. 22, n. 3, p. 935-952, set./dez. 2014.

MARTINS, Leda Maria Martins. Performances do tempo espiralar: poéticas do corpo-tela. Rio de Janeiro: Cobogó, 2021.

MONTENEGRO, Rosiran Carvalho de Freitas. Mulheres e cuidado: responsabilização, sobrecarga e adoecimento. Anais do XVI Encontro Nacional de Pesquisadores em Serviço Social, v. 1, n. 1, 2018.

NÚÑEZ, Geni. Descolonizando afetos: experimentações sobre outras formas de amar. São Paulo: Planeta do Brasil, 2023.

NÚÑEZ, Geni. Felizes por enquanto. São Paulo: Planeta do Brasil, 2024.

OYĚWÙMÍ, Oyèrónkẹ́. A invenção das mulheres: construindo um sentido africano para os discursos ocidentais de gênero. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2021.

PASSOS, Luana; SOUZA, Lorena. Vulnerabilidades cruzadas: as mulheres e suas experiências diversificadas. Revista Katálysis, Florianópolis, v. 24, n. 1, p. 198-209, jan./abr. 2021. DOI: https://doi.org/10.1590/1982-0259.2021.e73900198.

PASSOS, Rachel Gouveia. Trabalho, cuidado e sociabilidade: contribuições marxianas para o debate contemporâneo. Serviço Social & Sociedade, n. 126, p. 281-301, maio 2016.

Downloads

Publicado

07.07.2026

Como Citar

Ferreira, A. Évely de A. C., Oliveira, M. R. F. F. S. de, & Santos, D. C. dos. (2026). Espiralar do cuidado: Criando práticas que constroem amor em novas formas de cuidar. Revista Parentada, 1(1), 366–379. https://doi.org/10.5281/zenodo.21138247

Edição

Seção

4 - Clínicas do Conviver: dispositivos de escuta e feituras de sentido