Escrevivência e psicologia da descolonização
Narrativas negras como dispositivo de escuta na educação
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.21138314Palavras-chave:
Escrever, Escutar, Narrativas negras, Psicologia da Descolonização, Memória e resistênciaResumo
Há histórias que habitam as pausas, os silêncios e os sulcos de corpos marcados pelo racismo e por exclusões geracionais que os relatórios escolares não ousam registrar. Este ensaio teórico e bibliográfico propõe uma rasura na colonialidade do saber e no epistemicídio que tentam emudecer essas trajetórias nos corredores da educação. Ao entrelaçar os caminhos da Psicologia da Descolonização com a escrevivência de Conceição Evaristo, o estudo reivindica as narrativas de mulheres negras não como meros objetos de análise, mas como fundamentos intelectuais e dispositivos políticos de escuta. Assumindo o ato de pesquisar como um exercício ético de implicação e memória, a obra afirma que o corpo que vive é o mesmo corpo que gesta teoria e produz mundo. Não se buscam aqui respostas prontas ou enquadramentos estanques, mas sim um convite aberto ao eco das vozes sufocadas, à escrita insurgente e à parição de outras possibilidades de saber, dignidade e liberdade.
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