O que podem as clínicas das subalternidades?

Por feituras de clínicas com a boniteza do conviver

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.21138323

Palavras-chave:

Clínica, Colonialidade, Subalternidades, Bem Viver

Resumo

Este ensaio teórico-critico parte do seguinte questionamento: o que podem as clínicas das subalternidades? Assim, abre campo para perspectivar uma clínica das subalternidades denominada clínica da boniteza do conviver como alternativa aos modelos modernos de cuidado. A noção de boniteza do conviver dialoga com os princípios do Bem Viver presentes nas cosmovisões indígenas latino-americanas. Nesse contexto, a clínica da boniteza do conviver configura-se como uma prática ético-estético-política comprometida com a restituição do corpo, território, ancestralidade, memória, pertencimento e da capacidade de criar mundos coletivamente habitáveis.

Biografia do Autor

Maria Lidiany Tributino de Sousa, Instituto Parentes

Mulher cearense. Possui graduação em Psicologia pela Universidade Federal do Ceará, mestrado em Saúde da Família pela Universidade Federal do Ceará, doutorado em Saúde Coletiva pela Universidade Estadual do Ceará e doutorado sanduíche em Saúde Pública - Université de Montreal. É professora da Universidade Federal da Paraíba e docente do Mestrado Acadêmico em Saúde Coletiva do IMS-UFBA, do Mestrado Profissional em Saúde da População Negra e Indígena da UFRB e do Mestrado acadêmico de Saúde Coletiva da UFPB.

Itaynara Tuxá

Psicóloga (CRP03/21010) formada pela UNEB, mestra em Saúde da População Negra e Indígena-UFRB. Conselheira de Psicologia do XVIII Plenário da Região 03/Bahia. Coordenadora do GT Psicologia e Povos Indígenas-CRP03. Coordenadora da Comissão de Emergências e Desastres-CRP03. Atuação na Educação Especial na perspectiva Inclusiva pelo município de Rodelas; Professora formadora de Educação Escolar Indígena e Educação Quilombola-PAFOR UNEB. Membro do coletivo CAPIM e ABIPSI. Experiência na área de Saúde Indígena pelo Distrito Especial Sanitário da Bahia-Dsei. Atuou como oficineira pelo programa Educa Mais Bahia no Colégio Estadual Indígena de Tempo Integral Capitão Francisco Rodelas; Estudos nas áreas de Psicologia ambiental, impactos de empreendimentos e subjetividades; Violências de Gênero; Bem Viver Indígena e Saúde Mental.

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Publicado

07.07.2026

Como Citar

Sousa, M. L. T. de, & Silva, I. R. (2026). O que podem as clínicas das subalternidades? Por feituras de clínicas com a boniteza do conviver. Revista Parentada, 1(1), 398–408. https://doi.org/10.5281/zenodo.21138323

Edição

Seção

4 - Clínicas do Conviver: dispositivos de escuta e feituras de sentido