Um corpo negra descolonizando o território universitário
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.21135434Palavras-chave:
Docência, Mulheres negras, Ensino Superior, Interseccionalidade, DescolonialidadeResumo
Este ensaio crítico apresenta uma reflexão situada no território universitário, acerca da prática docente no ensino superior, articulando experiência profissional, existência psíquica e posicionamento social de uma mulher negra, a partir de uma perspectiva descolonizante do ensino. Fundamentado em referenciais teóricos do feminismo negro e do pensamento descolonial, o texto problematiza a universidade como espaço simultâneo de produção de conhecimento e de reprodução de desigualdades estruturais, especialmente no que se refere às intersecções entre raça e gênero. A partir de uma escrita que tensiona fronteiras entre o acadêmico e o poético, analisa-se como o corpo negro feminino é historicamente constituído como território de invisibilização, controle e resistência. Discute-se, ainda, o papel do racismo estrutural e da colonialidade do poder e do gênero na produção de sofrimento psíquico, bem como as possibilidades de enfrentamento por meio de práticas pedagógicas dialógicas e antirracistas, como o projeto “Dialogando sobre Preconceito”. Conclui-se que a construção de uma universidade comprometida com a equidade exige o reconhecimento da não neutralidade institucional e a adoção de práticas ético-políticas que promovam inclusão, escuta e valorização da diversidade.
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