Nascer em desterro
O primeiro trauma colonial
DOI:
https://doi.org/10.5281/zenodo.21136026Palavras-chave:
Parteiras Tradicionais, Corpo-Território, Colonialidade, Desterro do Nascer, Psicologia ComunitáriaResumo
Todo bebê que nasce naturalmente nasce olhando para a terra. A partir dos saberes das parteiras tradicionais e dos feminismos comunitários de Abya Yala, este ensaio problematiza a institucionalização e o branqueamento do parto como estratégias biopolíticas e necropolíticas que produzem o desterro do nascer. Compreendendo o nascimento como um acontecimento cosmológico, espiritual e territorial, discute-se o deslocamento do parto de seus contextos originários como a experiência inaugural do trauma colonial. Frente à captura biomédica, a parteria tradicional afirma-se como um sistema autônomo de saúde, uma prática de reexistência e um gesto sagrado de demarcação do corpo-território.
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