Nascer em desterro

O primeiro trauma colonial

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5281/zenodo.21136026

Palavras-chave:

Parteiras Tradicionais, Corpo-Território, Colonialidade, Desterro do Nascer, Psicologia Comunitária

Resumo

Todo bebê que nasce naturalmente nasce olhando para a terra. A partir dos saberes das parteiras tradicionais e dos feminismos comunitários de Abya Yala, este ensaio problematiza a institucionalização e o branqueamento do parto como estratégias biopolíticas e necropolíticas que produzem o desterro do nascer. Compreendendo o nascimento como um acontecimento cosmológico, espiritual e territorial, discute-se o deslocamento do parto de seus contextos originários como a experiência inaugural do trauma colonial. Frente à captura biomédica, a parteria tradicional afirma-se como um sistema autônomo de saúde, uma prática de reexistência e um gesto sagrado de demarcação do corpo-território.

Biografia do Autor

Alana Braga Alencar, Instituto Parentes

Psicóloga (UFC), mestre em Psicologia (UFC), doutora em Psicologia (UFRN) e pós-graduada em Psicologia da Descolonização (Instituto Parentes). É mãe de Inaê, psicóloga comunitária , clínica e perinatal, educadora popular em saúde e facilitadora de Biodança. É aprendiz de parteira na tradição da ESCTA CAIS Rede Internacional, integra a diretoria da Escola de Saberes, Cultura e Tradição Ancestral, o grupo operacional da Rede Nacional de Parteiras Tradicionais e Povos Originários do Brasil (RNPTPO-BR) e o Comitê Coordenador da Alianza Continental de Parteras Tradicionales e Indígenas de las Américas. Desenvolve pesquisas e práticas comprometidas com a valorização dos conhecimentos ancestrais, a justiça social e a defesa dos direitos dos povos e comunidades tradicionais. Desenvolve pesquisas e práticas nos campos da Psicologia Social, da Psicologia Comunitária, da decolonialidade, dos feminismos periféricos, dos saberes tradicionais, da perinatalidade, das parteiras tradicionais e do Bem Viver.

João Bosco Filho, Instituto Parentes

Enfermeiro e Psicólogo. Docente do Curso de Ciências da Religião – UERN. Docente do Programa de Pós-Graduação Profissional Saúde da Família – RENASF/UFRN. Doutor em Educação – UFRN. Mestre em Enfermagem em Saúde Pública – UFPB. Tem Cursos de Formação em: Psico-oncologia; Tanatologia, Perdas e Lutos; A Arte na Clínica; Psicoterapia do Luto e Formação Multiprofissional em Cuidados Paliativos. Psicólogo do Instituto de Psicologia Sócio-Histórica – IPSH. Pós-graduado em Psicologia Decolonial – Instituto Parentes. Pós-graduando em Psicologia Política Latino-Americana "Resistências, Territórios e Lutas Decoloniais – Instituto Parentes

Referências

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Publicado

07.07.2026

Como Citar

Alencar, A. B., & Filho, J. B. (2026). Nascer em desterro: O primeiro trauma colonial. Revista Parentada, 1(1), 93–104. https://doi.org/10.5281/zenodo.21136026